Vocação Fundamental e Específica
“Dar de graça aquilo que de graça recebeste” (Mt 10,8). Na história da humanidade todos são unidos por uma vocação em comum: a vida. A primeira obra que Deus nos concede. Cada pessoa é criatura de Deus, amada e convidada por Ele a existência.
18.08.2025 - 17:17:00 | 4 minutos de leitura

A vida é, assim, o primeiro chamado de Deus, a primeira vocação. Uma resposta ao chamado da vida é o compromisso de quem a considera um dom de Deus confiado aos cuidados humanos. Colocar-se a serviço da vida já é responder a uma vocação. E essa resposta é interpretada pela igreja como vocação específica, ou seja, a maneira própria de como cada pessoa realiza a sua vocação fundamental (vida). As vocações específicas são três: laical, religiosa e sacerdotal.
LEIGO: LUZ PARA UMA SOCIEDADE NA ESCURIDÃO
A vocação do leigo não é menos importante que a religiosa, já que esta traz consigo a experiência de aliar as obrigações do dia a dia com os deveres cristãos. “Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir” (Mc 10,45). A vocação laical tem sua origem nos sacramentos do batismo e da crisma. O leigo tem o papel fundamental na obra de evangelização, ele é chamado a ser luz num mundo de escuridão.
As características:
Os leigos são pessoas comprometidas que dedicam grande tempo da sua vida servindo e testemunhando o reino de Deus nos arredores de sua cidade e paróquia. O Catecismo da Igreja Católica diz que: “Graças à sua missão profética, os leigos são também chamados a serem testemunhas de Cristo em tudo, no meio da comunidade humana” (CIC 942).
É a partir do testemunho que os leigos atuam na ação evangelizadora da Igreja, porque constituem o que a Palavra de Deus chama de o corpo da igreja. “Assim como o fermento que em pouca quantidade, sem aparecer, tem a força de fermentar toda a massa, os leigos contribuem diretamente para a construção do Reino de Deus”, escreveu Monsenhor Jonas Abib, fundador da Comunidade Canção Nova.
Corresponder ao chamado:
Na vocação leiga não existe apenas uma escolha, mas diversas vertentes dentro do exercício: o estado de vida matrimonial, o chamado a ser pai, ser mãe, a gerar vida e constituir família; um trabalhador, um estudante, entre outros. Por meio dos diferentes ministérios leigos, todos são convidados a tornar o lugar em que vivem uma comunidade fraterna, colocando em prática os ensinamentos do Evangelho.
RELIGIOSO: UM SONHO DE DEUS PARA AS GERAÇÕES
A vocação religiosa é assumida por homens e mulheres que foram chamados a testemunhar Jesus Cristo de uma maneira radical, entregando a sua vida. Como mencionado, a vida é a primeira vocação, e quem opta por seguir este caminho vocacional entrega a Deus o bem mais precioso. “O bonito não é realizar o nosso próprio sonho, mas realizar o sonho de Deus” (Monsenhor Jonas Abib).
Doação:
A vida consagrada é um chamado a viver a forma de vida que Cristo escolheu para a este mundo: vida casta, pobre e obediente. Esse modo de seguir Jesus Cristo se expressa na vida religiosa contemplativa e missionária, nos institutos seculares, sociedades de vida apostólica e outras novas formas que, na alegria de “dar testemunho da absoluta primazia de Deus e de seu Reino” (DAp 219), à imagem de Jesus, dileto Filho “a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo” (Jo 10,36).
SACERDOTE: UM ELO ENTRE O CÉU E A TERRA
A vocação sacerdotal refere-se aos diáconos, padres e bispos, que iluminados pelo Cristo Bom pastor, pregam o Evangelho e ministram os sacramentos. Existem os sacerdotes diocesanos, que estão diretamente ligados a uma Diocese e prestam obediência ao Bispo. E existem os sacerdotes religiosos –regulares – que pertencem a uma Ordem, Congregação ou Instituto. Vivem em fraternidade inspirando-se no Carisma do Fundador.
Missão e compromisso:
Um padre tem a missão de demonstrar ao povo o valor verdadeiro do sacerdócio. O melhor promotor vocacional é ele mesmo. Aquele que é feliz e realizado motiva outros. Ser padre é estar convicto da sua vocação, daquilo que está assumindo. Como disse São João Maria Vainey: “O Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo.” Não é uma vocação para muitos, mas se você tem esse desejo, por que não tentar? Vale a pena ser padre!
Busque a felicidade!
Seja qual for a escolha feita, ela precisa ser discernida em Deus, para assim saber se essa é a vontade de felicidade para sua vida, e se também é nesta escolha que você estará realizado para o projeto de vida a serviço de Deus. Como diz Santo Agostinho: “A busca de Deus é a busca da alegria. O encontro com Deus é a própria alegria”. Descubra sua vocação e seja feliz todos os dias!
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